Aguarde um momento, por favor...

 
A utilização de protecção é essencial para uma vida sexual plena e consciente
"Ana Gomes - 34 anos"
 
Direcção-Geral da Saúde
 HPV - Pais e educadores
 
Página inicial > HPV - Pais e educadores
imprimir esta página
 

Perguntas e respostas sobre HPV

  • O que é o HPV e porque devo eu preocupar-me com isso?

O papiloma vírus humano, ou HPV, como é mais conhecido, é um vírus que se transmite sexualmente e causa uma infecção muito frequente nas pessoas em todo o mundo. Estima-se que cerca de 1% da população esteja infectada. A maioria dos tipos de HPV é inofensiva e desaparece espontaneamente. Alguns tipos podem provocar verrugas genitais e, raramente, outros podem levar ao desenvolvimento de cancro do colo do útero, da vagina, da vulva ou do ânus.

Há actualmente duas vacinas contra o HPV que podem prevenir cerca de 70% de infecções por tipos de HPV associados a cancro (tipos 16 e 18) e, uma delas, também previne cerca de 90% das infecções por tipos de HPV que provocam verrugas genitais (tipos 6 e 11).

  • Porque tem havido tanta conversa sobre HPV?

O HPV é um dos vírus mais comuns e alguns tipos podem desenvolver cancro. Em Portugal são diagnosticados cerca de 1000 novos casos de cancro do colo do útero por ano. Foi por isso que o Governo decidiu gastar vários milhões de euros por ano para assegurar um programa de vacinação que vai permitir a imunização das jovens para os tipos de vírus responsáveis por cerca de 70% daqueles casos de cancro. No nosso país foi escolhido vacinar rotineiramente as jovens no ano em que fazem 13 anos porque a resposta imunológica do organismo é mais elevada nessas idades e porque a vacina deve ser feita antes do início da vida sexual.

  • Como posso proteger a minha filha do HPV?

A melhor forma de o fazer é vacinar a sua filha na altura recomendada. Em Portugal, actualmente, recomendam-se os 12-13 anos como idade ideal para a vacinação, podendo ser feita a partir dos 9 anos em casos especiais e por indicação médica. Durante 3 anos, entre 2009 e 2011, irão ser também vacinadas as jovens de 17 anos. A vacina é mais eficaz antes do início da vida sexual, mas as raparigas que já são sexualmente activas, ou que já tiveram uma infecção por HPV, também podem ser vacinadas. Estas questões poderão ser faladas com o seu médico. Nestes casos, quanto mais cedo ela se vacinar, melhor.

Também é importante falar à sua filha do rastreio com o teste de Papanicolau. Este teste permite detectar se ela já foi infectada e o vírus desencadeou um processo que pode progredir para cancro. Mesmo que a sua filha tenha sido vacinada para o HPV antes de iniciar a vida sexual, deve fazer um primeiro teste cerca de 3 anos após o inicio da vida sexual e, depois disso, consoante indicação do seu médico ou de acordo com o programa de rastreio nacional na sua zona de residência. A vacina não protege contra todos os tipos de vírus que podem causar cancro, por isso é importante fazer o teste mesmo depois de ser vacinada.

1. Quem deve tomar a vacina

  • Deverá a minha filha fazer a vacina?

Vacinar a sua filha contra o HPV é uma decisão que poderá manter a sua filha segura e saudável. O HPV transmite-se facilmente de pessoa para pessoa e frequentemente não origina sinais ou sintomas. É o tipo de infecção que pode ser transmitida à sua filha e ela nem vai dar por isso. Não há testes sanguíneos para detectar infecção por HPV. Ela pode nunca saber que tem o vírus, a não ser que faça um teste Papanicolau que revele alterações. Uma infecção não diagnosticada pode evoluir com o tempo (geralmente vários anos) para lesões pré cancerosas e cancro.

Mas a minha filha é demasiado nova para, sequer, pensar em sexo. Não é um pouco cedo para pensar em vaciná-la?

Como a vacina do HPV foi feita para prevenir (e não para tratar) as infecções por HPV, é mais eficaz quando é administrada antes do início da vida sexual. A vacinação pode ser recomendada entre os 9 e os 26 anos. Os estudos científicos mostram que os níveis mais elevados de protecção (anticorpos) são conseguidos quando as raparigas têm entre 9 e 13 anos.

Embora a sua filha não seja sexualmente activa actualmente, um dia ela irá provavelmente sê-lo. Como esta infecção é mais frequente nos primeiros 5-6 anos de vida sexual, é possível que ela venha a estar exposta ao HPV.

  • Porque é a vacina para o HPV apenas recomendada para raparigas/mulheres dos 9 aos 26 anos?

A vacina foi testada largamente nestas idades. Estão a decorrer estudos sobre a sua eficácia em idades superiores. Quando estiverem concluídos, serão dadas recomendações de acordo com os resultados obtidos. No entanto, por indicação do médico assistente, a vacina pode sempre ser feita em idades diferentes das recomendadas.

  • Que tal vacinar também os rapazes?

Os estudos sobre eficácia nos homens estão a decorrer. É possível que vacinar os homens seja benéfico para os próprios, podendo prevenir verrugas e cancros raros como o do pénis e do ânus. É possível também que a vacinação dos homens tenha um benefício indirecto para as raparigas/mulheres. Quando houver mais informação disponível, serão dadas recomendações de acordo com os resultados obtidos.

  • A minha filha já é sexualmente activa. É demasiado tarde para ela ser vacinada?

A vacina não vai curar uma infecção já existente, mas é eficaz em prevenir novas infecções. A vacinação está recomendada para raparigas abaixo dos 26 anos. Se ela já é sexualmente activa mas tem menos de 26 anos, pode tomar a vacina, embora os benefícios possam ser menores. De resto, todas as pessoas que não estão contempladas no programa nacional de vacinação e querem fazer a vacina, devem sempre aconselhar-se com o médico assistente.

  • A minha filha já tem relações sexuais, deve fazer primeiro o rastreio antes de fazer a vacina?

Não, as raparigas/mulheres não devem fazer rastreio ou teste de HPV (Papanicolau) prévio para saber se devem fazer a vacina. Mesmo mulheres com infecção por um tipo de HPV podem ainda obter protecção para os outros tipos de HPV contra os quais a vacina confere protecção e com os quais ainda não tenham sido infectadas.

  • As mulheres sexualmente activas podem beneficiar desta vacina?

As mulheres sexualmente activas podem beneficiar com a vacina, mas podem já ter sido infectadas com um ou mais dos tipos de HPV para os quais a vacina confere protecção. Ainda assim, podem obter protecção para os tipos com que ainda não foi infectada. Actualmente não há testes disponíveis para saber se uma rapariga/mulher teve contacto com estes tipos de vírus.

  • Porque é a vacina HPV recomendada para raparigas tão novas?

Idealmente as raparigas devem ser vacinadas antes de serem sexualmente activas, porque a vacina não trata infecções já adquiridas. As raparigas/mulheres que ainda não contactaram com nenhum dos vírus contemplados na vacina são as que mais beneficiam com ela.

  • As grávidas podem fazer a vacina?

A vacina não está recomendada nas grávidas. Tem havido investigação limitada sobre a segurança para as grávidas e seus fetos e, até agora, não parece haver problemas de saúde acrescidos para o bebé, mas são necessários mais resultados antes de se poder recomendar a vacina nesta situação. Se a mulher descobrir que está grávida depois de ter iniciado a vacinação, deve interrompê-la e só completar as restantes doses da vacina após o parto.

 

2. Eficácia da vacina

  • A protecção da vacina é para toda a vida? Vai ser necessário fazer reforço?

A duração total da protecção da vacina é normalmente desconhecida quando é introduzida. Até agora os estudos acompanharam as mulheres vacinadas por mais de 6 anos e verifica-se a manutenção da protecção. Esta investigação continua para saber quanto tempo ela dura e se um reforço irá ser necessário.

  • A vacina protege totalmente contra o cancro do colo do útero?

A vacina não protege contra todos os tipos de HPV, por isso não vai prevenir todos os casos de cancro de colo do útero. Cerca de 30% desses casos não vão ser prevenidos pela vacina, por isso será importante que as mulheres continuem a fazer o rastreio cervical regular (Papanicolau). A vacina tetravalente, que protege também contra as verrugas genitais, não previne cerca de 10% destes casos. A vacina também não previne nenhuma outra infecção transmissível sexualmente, por isso os adultos sexualmente activos devem reduzir a exposição ao HPV e a outras infecções sexualmente transmissíveis.

  • As raparigas vão estar completamente protegidas contra o HPV e doenças relacionadas com ele se não fizerem as 3 doses da vacina?

Ainda não se sabe qual o grau de protecção que uma ou duas doses de vacina pode dar às raparigas. Por isso, é muito importante que sejam administradas as 3 doses recomendadas actualmente.

  • As pessoas vacinadas vão precisar de fazer o rastreio do cancro do colo do útero?

Sim, há pelo menos 3 razões para as mulheres vacinadas continuarem a fazer o rastreio. Primeiro, a vacina não protege contra todos os tipos de HPV que provocam cancro do colo do útero (CCU), por isso as mulheres vacinadas continuam a ter algum risco para CCU. Segundo, algumas mulheres podem não beneficiar completamente da vacina se já foram infectadas previamente por algum tipo de HPV. Terceiro, algumas mulheres poderão não fazer a totalidade das doses recomendadas, ou falhar aos tempos recomendados para as fazer, pelo que podem não ter o benefício máximo da vacina.

 

3. Segurança da vacina

  • Esta vacina é segura? Contém algum componente tóxico? Esta vacina pode provocar infecção?

O efeito adverso mais comum após toma da vacina é dor no local da injecção. Não há substâncias tóxicas incluídas na vacina como conservantes, antibióticos, ou mercúrio. Uma pessoa não se infecta pela vacina porque ela não contém nenhum vírus vivo ou morto. É feita a partir de partículas parecidas com as proteínas da camada mais externa do vírus e não contem material infeccioso, pelo que não pode provocar qualquer infecção.

  • A vacina tem efeitos secundários?

Têm sido referidos poucos efeitos secundários e o mais frequente é uma dor ligeira no local da injecção.

  • Pessoas alérgicas podem tomar a vacina?

Se a sua filha tem muitas alergias a vários medicamentos ou produtos, pode-se aconselhar primeiro com o alergologista ou o médico assistente. Ela é contra-indicada para as pessoas que tenham alergia a algum dos seus componentes.

 

4. Preço e cobertura da vacina

  • Quem está englobado pelo Programa Nacional de Vacinação?

A vacina é gratuita para quem está englobado no programa nacional de vacinação.

A partir de 2008, vão ser vacinadas todas as jovens no ano em que fazem 13 anos. Durante 3 anos, entre 2009 e 2011, serão vacinadas também as jovens no ano em que completarem 17 anos.

  • E quem não está abrangido nesse programa, o que deve fazer?

Nos restantes casos a vacina será feita mediante prescrição médica, pelo que se deverá aconselhar com o seu médico.

O preço actual no mercado é: Gardasil® 160,45€ por dose; Cervarix® 144,41€ por dose

                                                                                                                                                        << voltar